 | 1º Encontro Internacional de Contato Improvisação de São Paulo | |
Estamos nos preparando para o 2º Encontro Internacional de Contato Improvisação de São Paulo. O Primeiro Encontro Internacional de Contato Improvisação de São Paulo foi realizado pela Galeria Olido/CCSP, através da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e ofereceu todas as atividades gratuitamente, contando com presenças ilustres do cenário internacional do Contato Improvisação. De 12 a 17 de Fevereiro de 2008, na Galeria Olido.
Concepção e coordenação: Camila Vinhas e Ricardo Neves Contato: encontrodecontatosp@gmail.com
 DANIEL LEPKOFF's work considers "all" of our movement as a finely tuned physical dialogue with the environment and explores the form and composition of this interaction. Through the 70’s and 80’s he played a central role in the development of Release Technique with Mary Fulkerson as well as Contact Improvisation with Steve Paxton. He is one of the founders of Movement Research in NYC. He has collaborated with many other artists and performers including: Lisa Nelson, Steve Paxton; Saira Blanche Theater in Moscow, Russia (Oleg Soulimenko and Andrej Andrianov), and Japanese dancer, Sakura Shimada, among others. He has published numerous articles articulating concepts that are central to his own work, these writings appear in CQ, The MR Performance Journal, and Contredanse Publications in Bruxelles. He is known for his commitment to physical improvisation as a way of composing dances, a performance practice, and a body of research and knowledge about how to move and live in the world. 
 | Fotos | Jan 29, '08 9:27 PM for everyone |
 Graduada pela SNDO (School for New Dance Development) em 1987 – Amestedã – Holanda. Introdutora do contato-improvisação no Brasil É uma das fundadoras, diretora, professora e intérprete do Estúdio Nova Dança e da Cia Nova Dança 4. Realiziou inúmeros espetáculos como diretora, assistente de direção, produtora, preparadora corporal e intérprete em mais de 25 anos de carreira 
 Cristina Turdo, ensina, investiga e pratica o Contato Improvisação desde o fim da década de 80. É professora titular de Contato Improvisação na Universidade Nacional de Artes – IUNA.
É organizadora e curadora do Festival Internacional de Contato Improvisação que é realizado todos os anos na cidade de Buenos Aires. Colaborou diversas vezes com a revista “Contact Quaterly” e a revista de dança “Xoros”. Co-editora da revista “Punto de Contacto”. Mora em Buenos Aires. 
 Fundador do Espaço Corpo Seguro, referência do C. I. no Rio de Janeiro. Co-fundador do Núcleo Com Tato e da Intrépida Trupe. Regente coral com abordagem orgânica. Licenciado em Artes Cênicas pela UNIRIO. Um dos precursores (desde 1995, ininterruptamente) da técnica “Contato Improvisação” no Rio de Janeiro. Atualmente cursa a pós-graduação Latu Sensu em Terapia através do Movimento na Faculdade Angel Vianna. 
 É diretor do Festival Internacional da Novadança desde 1996. Seus trabalhos já foram vistos em Portugal, Chile, Argentina, Uruguai, Venezuela, Espanha e Alemanha. Em 1998, participou do VI Encuentro de Creadores na Venezuela. Produziu a exposição "Pinturas e Desenhos" de Ralph Gehre, coordenou a montagem das exposições "Bernar Venet Brasil" de Bernar Venet, "Azulejões e Charques" de Adriana Varejão, "Êxodos" de Sebastião Salgado e "Ver é Crer" de Vick Muniz. Fez a Direção Artística do projeto Very Special Arts. 
 Bailarino, Coreógrafo e Professor de Dança. Integrante da Cia 2 desde 2001, integra o Balé da Cidade de São Paulo desde 1980. Coreografou para companhias e eventos em São Paulo, pelo Brasil e em Nova Iorque, onde dançou e estudou pedagogia e técnicas contemporâneas. Atual Vice-presidente da Cooperativa Paulista de Dança.

1st International Meeting of Contact-Improvisation of São Paulo February 12 to 17 2008 in Olido Gallery
To meet, to firm, to widespread, to exchange. These where the pillars to create the 1st International Meeting of Contact-Improvisation of São Paulo. Festivals and network meetings are consolidated all over the world and the material produced by them continues reaching many for a long time. In Brazil, our desire is that this one also becomes a permanent event in São Paulo’s summer program. Promoting the cultural interchange, the exchange of experiences and ideas of this contemporary dance practice.
This 1st Meeting has as it’s main guest the American artist Daniel Lepkoff, which comes exclusively for the artistic event in São Paulo. Lepkoff belongs to the first generation of American contact-improvisation artists, birthplace of the technique, who worked directly with Steven Paxton from the 70’s, upbringing and promoting this corporal technique.
Another conquer is the fact that all other activities of the encounter are costless for the participants, beginners or practisers of C.I., including laboratories, jam sessions, workshops, forums and performances.
The 1st International Meeting in Contact-Improvisation of São Paulo is a realization of Olido Galery/CCSP, through the Municipal Cultural Secretariat of São Paulo. It is conceived by the dancers Camila Vinhas and Ricardo Neves. The meeting counts with the participation of Tica Lemos and Cris Turdo, both pioneers and responsible for the promotion of this practice in their countries, besides others professionals germane to the history of this corporal art.
The event, for the first time in São Paulo, proposes the meeting of Brazilian and foreign professionals, allowing a forum for the interaction of artistic education’s contents and also sharing knowledge and experiences of artists that deeply investigate its possibilities. In June 2008, contact-improvisation celebrates 36 years of existence, when there will be a celebration in USA with the founders of the technique.
Summary of the activities: Advanced laboratories, 3 days, 3 hours each day, ministered by Cristina Turdo, from Buenos Aires, Tica Lemos, from São Paulo, and Daniel Lepkoff, from New York, for dance professionals with experience in contact-improvisation, with previous selection. Workshop, 2 days, 2 hours and a half each day, ministered by Giovane Aguiar, from Brasilia, DF, for beginners and interested, with previous selection. Jam Sessions, 3 nights, coordinated by Fernando Neder, from Rio de Janeiro, Camila Vinhas, Ricardo Neves, Raymundo Costa, from São Paulo and/or guests, with mixed participation of initiated and international community of contact-improvisation. Forum open to the public on specific themes, with participation of Tica Lemos, Cristina Turdo, Daniel Lepkoff, Giovane Aguiar, Fernando Neder, and guests. Exhibition of videos. Performances: Friday and Saturday, 8 pm, Sunday, 7 pm.
What is contact-improvisation?
Contact-improvisation is a corporal technique that proposes a physical dialogue between dancers by the exchange of weight and contact witch allows a profound perception of oneself and of the other. The movements that arise from contact-improvisation deal with inertia, the present moment, with unbalance and the non-expected. Amongst main contents studied in the technique are the domain and comprehension of weight, pressure and traction, friction, touch and conduction, beyond fallings and suspensions.
All started in January 1972, historical moment in which youngsters of the society radically questioned authoritarianism and wars, when the American ballet dancer and choreographer Steve Paxton unfolds on the scene to apply a residence project for ballet dancers in the Oberlin College, in Ohio, United States, with his partners, between them, Daniel Lepkoff. (See attached press news).
Service: 1st International Meeting of Contact-Improvisation of São Paulo Date: February 12 to 17 2008 Location: Dance Center of Olido Gallery Address: Av. São João, 473 – Centro São Paulo – SP Zip Code: 01035-000 Telephone: 55 11 3334.0001 - extension 2005 Inscriptions and information by email: cisp2008@gmail.com
Production: Gabriela Gonçalves - mariliagabi@globo.com Cel. phone: 55 11 9305.2616
1° Encontro Internacional de Contato-Improvisação de São Paulo De 12 a 17 de fevereiro de 2008 na Galeria Olido
Encontrar, firmar, difundir, trocar. Esses foram os pilares para criar o 1° Encontro Internacional de Contato-Improvisação de São Paulo. Festivais e encontros de contato são consagrados por todo o mundo e o material encontrado ali continua fomentando por muito tempo e para muitos. No Brasil, esperamos que este também se torne um evento permanente entre os verões paulistanos. Fomentando o intercâmbio cultural, a troca de experiências e idéias dessa prática contemporânea de dança.
Este 1º. Encontro tem como seu principal convidado o artista norte-americano Daniel Lepkoff, que vem exclusivamente para esse evento artístico em São Paulo. Lepkoff pertence à primeira geração do contato-improvisação americano, berço da técnica, trabalhando diretamente com Steven Paxton a partir dos anos 70, na formação e difusão desta técnica corporal.
Outra conquista está no fato de todas as atividades do encontro serem gratuitas para os participantes, iniciantes ou praticantes do C.I., incluindo oficinas, jam sessions, workshops, mesa-redonda e performances.
A realização do 1° Encontro Internacional de Contato-Improvisação de São Paulo é da Galeria Olido/CCSP, através da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Tem a concepção e coordenação de Camila Vinhas e Ricardo Neves, e conta com a participação de Tica Lemos e Cris Turdo, ambas pioneiras e responsáveis pela divulgação desta prática em seus países, além de estudiosos e profissionais ligados à História dessa arte corporal.
O evento inédito em São Paulo propõe o encontro de profissionais do Brasil e do exterior, proporcionando um cenário que faça interagir os conteúdos dessa educação artística e sociabilizando o conhecimento e experiências de artistas que investigam a fundo suas possibilidades. Em junho de 2008, o contato-improvisação chega aos seus 36 anos de vida, quando haverá uma comemoração nos EUA com a presença dos fundadores da técnica.
Resumo das atividades:
- Oficinas avançadas, de 3 dias, 3 horas cada, ministradas por Cristina Turdo, de Buenos Aires, Tica Lemos, de São Paulo e Daniel Lepkoff, de Nova Iorque para profissionais da dança com experiência no C.I., com prévia seleção. - Workshop, de 2 dias, 2 horas e meia em cada dia, ministrado por Giovane Aguiar, de Brasília, DF, para iniciantes e interessados, com prévia inscrição. - Jams Sessions, 3 noites, coordenadas por Fernando Neder, do Rio de Janeiro, Camila Vinhas, Ricardo Neves, Raymundo Costa, de São Paulo e/ou convidados, contando com a participação mista de iniciados no C.I. e da própria comunidade internacional do C.I. - Mesa redonda aberta ao público sobre temas específicos, contando com a participação de Tica Lemos, Cristina Turdo, Daniel Lepkoff, Giovane Aguiar, Fernando Neder, e convidados. - Mostra de vídeos. Performances: sexta e sábados às 20h e domingo às 19h
O que é contato-improvisação?
O Contato-improvisação é uma técnica corporal que propõe um diálogo físico através da troca de peso e do contato que possibilita uma profunda percepção de si mesmo e do outro. Os movimentos que surgem do contato-improvisação lidam com a inércia, o momento, o desequilíbrio e o inesperado. Dentre os principais conteúdos estudados na técnica estão o domínio e compreensão do peso, pressão e tração, fricção, o toque e a condução, além de quedas e suspensões.
Tudo começou em janeiro de 1972, momento histórico em que os jovens da sociedade questionavam radicalmente o autoritarismo e as guerras, quando o bailarino e coreógrafo americano Steve Paxton despontou na cena para aplicar um projeto de residência para bailarinos no Oberlin College, em Ohio, nos Estados Unidos, ao lado de seus parceiros, entre eles, Daniel Lepkoff. (Veja as matérias anexadas). Serviço: 1° Encontro Internacional de Contato-Improvisação de São Paulo Data: de 12 a 17 de fevereiro de 2008 Local: Centro de Dança da Galeria Olido Endereço: Av. São João, 473 – Centro São Paulo – SP CEP: 01035-000 Tel. (11) 3334.0001 ramal 2005 Inscrições e informações pelo email: cisp2008@gmail.com
Produção: Gabriela Gonçalves: mariliagabi@globo.com Cel. (11) 9305.2616
This paper was published by Camila Vinhas in the Brazillian Dance Magazine “Dança em Revista”, São Paulo, January, 2007.
THE ART OF CONTACT-IMPROVISATION
After 34 years developing and conquering frontiers, this radical and at the same time meditative dance combines a Martial training of the body with a refined attention of the mind
The Contact Improvisation begun as a research at the university and, paradoxically, it has its force in the fact in not having any certification for teachers. This also means that there is vast activity around the entire world to keep alive its principles and to sustain the quality of learning and the practices through the presence from whom is qualified to teach. That’s because, if the preparation of body and mind is not well grounded, this dance can provoke injuries. In the other hand, if the combo body-mind works well, this dance improves health, energy and refines the attention and perception.
Everything begun in January, 1972, while the historical period when the youngest were radically confronting the society, questioning the wars and the authorities. Steve Paxton emerged in that scene to apply a residence project for dancers from Oberlin College, in Oberlin, Ohio, USA.
Early morning, midwinter and still dark, he used to teach a course called "Soft Class", where he left his students through out what he called "Small Dance": a dance-training in which the dancers kept themselves stand up, eyes closed, watching with the mind every tiny muscle movement to get the joints stabilized in order to balance the body, that’s kept stand up. From this, the class was followed by some yoga with breathing exercises. The class was only finished with the sunset. The dancer Nancy Stark Smith was present there and guarantees that she had left that class with her mind completely open.
But it was during afternoons that Steve had been developing the project which would become the performance "Magnesium", considered the first performance in history of contact improvisation. Steve was with a group with 15 man dancers and his objective was to teach them to collide among themselves without hurting each other. And, for this, he applied his deep knowledge about body work, which in that time it meant Martial Arts like Aikido and Tai Chi Chuan, Yoga, Meditation, and also his vast experience as a dancer from Modern Dance of José Limon and Merce Cunningham, in the 60's, and his graduation in Gymnastics. In other words, he was at the same time athlete and thinker at scene.
Not by chance Contact Improvisation used to be called "art sport". In the next spring, still 1972, Steve continued to develop his ideas about "Magnesium", at Bennington College, Vermont. During this process he pointed out more and more the use of rolls from Aikido to keep that dance safe. In the summer that same year, he formed a performance group. They went together to New York City where they worked and performed at the John Weber Gallery for days. From this period, the performance "Chute" is one of the historical registers in videotape existing. To have an idea, participated of "Chute" Steve Paxton, Danny Lepkoff, Barbara Dilley, David Woodberry, Laura Chapman, Nancy Stark Smith, Mark Petersen, Emily Siege, Nita Little, Leon Felder, Curt Siddall, Tone Hast, Mary Fulkerson and Tim Butler. In Paxton’s opinion these are some of the artists who had collaborated to accomplish what the contact-improvisation became these days, in addition to Alito Alessi and Karen Nelson that had developed it in its boarding "Danceability", destined for people motility problems.
SOME OF THE FIRST PERFORMANCES OF CONTACT-IMPROVISATION
1972 - "Magnesium", Oberlin College, Oberlin, Ohio.
1972 - "1st Contact Improvisation Performances", at John Weber Gallery, New York City.
1973 - "You Come, We'll Show You What you Of", Firehouse Theater, San Francisco, California.
1975 - "ReUnion", Natural one Dances Studio, Oakland, California.
1976 - "ReUnion", San Francisco Museum of Art, San Francisco, California.
1978 - "Contact Quarterly Benefit", Berkeley Moving Arts, Berkeley, California.
1980 - "Judson Church Project", Bennington College, Bennington, Vermont.
1983 - "Contact at 10th & 2nd", Danspace, New York City.
In the CIRCLES and in the PAGES
The creation of the contact-improvisation brought some artistic contributions for the contemporary dance. First, the spreading of the Jam Sessions, term borrowed of the expression "Jazz After Midnight" - when Jazz musicians met each other to play freely and put in action their musical quests, what means to meet the exercise of improvisation.
Nowadays, the Jams of contact-improvisation happen in the entire world and are carried through not only by dancers and professionals of the dance, but also by other “contactors’, people who are not from dance but that search and they practice the contact-improvisation, meeting in circles for creation and improvisation, like happens with capoeira, the Brazilian martial art.
It is possible to find jams and practicing contact-improvisation dancer in more than 40 countries. In the United States, where it had its origin, one can find easily a true lesson or one jam session in 39 states. In Latin America, this dance is present in Mexico, Argentina, where it is very popular, Uruguay, Colombia, Guatemala. In Brazil, the practicing dancers in Belo Horizonte, Brasilia, Porto Alegre, Salvador, São Paulo and Rio de Janeiro, without counting those who still not had appeared at the enormous list of telephones and addresses of the magazine Contact Quarterly. (www.contactquarterly.com )
Another contribution of this art is exactly the biannual publication Contact Quarterly, a magazine that has merged from a bulletin, which indicated for the interested parties the trajectory of that new dance around the available spaces, This in 1975, when Lisa Nelson, also collaborating artist of the contact-improvisation and partner of Steve Paxton, invited the dancer Nancy Stark Smith to produce and publish "The Contact Newsletter" that after became "Contact Quarterly, a vehicle for moving ideas".
It is a successful magazine and also a way to know who is practicing contact and how. Contact Quarterly is an advance for the writing on dance, keeps alive its history and gives continuity to the spaces of discussion and elaboration of ideas about investigation and creation in dance and also about the proposals regarding the issues of contact-improvisation, this dance that is also meditation, training and creation.
These sources of exploration of the contact-improvisation show how much this is a plural dance in full development, which contains in itself an agreement and apprehension of the world, and leads for refinement of the senses and the self-knowledge with subtlety and energy, listening and connection. As Steve Paxton said in his course "Material for Spine": "It is how to capture the gentility of Ki for yourself".
”NOVA DANÇA” STUDIO RECEIVES STEVE PAXTON
In January of 2007, Steve Paxton returns to Brazil for the third time. He comes invited by the studio to teach the course "Material for Spine", closing with golden key the doors of the studio after 12 years of resistance and achievements in education, research and creation in investigative dance. The two other times when Paxton was there also had been by invitation of Tica Lemos, one of the owners the Brazilian studio. His first visit was in 2000 and the other one in 2006.
Dancer and co-founder of “Nova Dança” , Tica Lemos is considered one of the first persons to practice, to teach and to promote the contact-improvisation in Brazil. Nova Dança became one of the great references in the art of the contact-improvisation, also counting for this on the performances and spectacles of the Cia Nova Dança 4.
Not only Cia Nova Dança 4, but also the companies Oito Nova Dança and Nada Dança are resident of the Nova Dança Studio. They affirm that they will continue deepening their researches in different places. But it worth to stand out that historically this is an important space for the São Paulo state dance. Not by accident the space will say farewell with the honors of Paxton and Nancy Stark Smith, who also was in Brazil in 2006 performing and leading a workshop of Contact Improvisation in the studio (www.novadanca.com.br).
From 1995 to 2007, they have built conscience and corporal reorganization, presence, body-mind integration, weight release and confidence in the soil, in the space, in the body, in the listening. It can be said that in this aspect Nova Dança was the main soil for many people from dance and theater, in a moment of transformation of the São Paulo scene.
IDEOKINESIS and CONTACT-IMPROVISATION
Ideokinesis, a concept created in the beginning of the XX century, means imagined movement. It is a method to help dancers and students to understand some of the elements of their beings. For Paxton, "the improvisation in the dance uses, among others things, the development of the consciousness of oneself. This auto conscience cannot be transmitted in a big box. The students must learn what they are. And the ideokinesis gives them a number of ideas to examine, to try and to develop".
He goes deeper, affirming that the application of an ideokinethic principle for one dance form must consider what the form is and what it demands. For example: "Contact Improvisation requires a calm mind examining the consequence of the action without interference. For this I say that the mind cannot be stubborn. If this will be the case, the dance will become a game of domination of the ego. And the position of the contactor is to follow the movement of its partner. The two are in this position. Then their minds must be relieved from events and not to try to provoke them ".
When applied, the ideokinesis makes the contact-improvisation an amusing type of game in which both earn, or it would not be so good. "Games in which both earn very had been used as preparation for the Contact Improvisation. I believe that C.I. requires one mix of ideokinesis, work of dance, yoga, martial arts and exercises of gymnastics. But without the ideokinesis, our culture takes us for the games of competition and exhibition. Then the ideokinesis seem to be the meditative antidote for the militarism and the competitiveness, that makes to develop without domination ", stands Steve.
The method of the ideokinesis is one more of the multiple and deep faces of the practice of contact-improvisation. It is the growth element, the secret ingredient that makes a good cake. "The ideokinesis requires some adjustments on the way of the self knowledge. It is an expert on your body’s anatomy, its physiology, psychology and the only mysterious element, self-concept. The self-concept frequently will give to some answers every time the student go look for them. Giving to the student a new filter, time to look at the skeleton, timer to attend the consequences of the body during small and great dances. This means that the question is always if such corporal event is new. And its self-concept must grow to supply an answer to it ", suggests Steve Paxton to us.
Matéria publicada na Dança em Revista, edição de Janeiro de 2007
A ARTE DO CONTATO-IMPROVISAÇÃO Por Camila Vinhas
Após 34 anos, essa dança radical e meditativa ao mesmo tempo, que alia um treinamento corporal marcial com uma atenção refinada da mente, ainda se desenvolve e ganha fronteiras
O contato-improvisação começou como uma pesquisa dentro da universidade e, paradoxalmente, uma das suas forças está no fato de não haver nenhum tipo de certificado institucional para professores. O que significa que existe uma ampla atividade em funcionamento pelo mundo todo para manter seus princípios vivos e sustentar a qualidade do aprendizado e da prática através do suporte e presença de quem realmente é qualificado para ensinar. Isso porque se a preparação do corpo e da mente não for bem fundamentada, essa dança pode provocar lesões. E por outro lado, se for bem feita, ela promove saúde, vigor e um refinamento da percepção e da atenção.
Tudo começou em janeiro de 1972, momento histórico em que os jovens da sociedade questionavam radicalmente o autoritarismo e as guerras, quando o bailarino e coreógrafo Steve Paxton despontou na cena para aplicar um projeto de residência para bailarinos no Oberlin College, na cidade de Oberlin, em Ohio, nos Estados Unidos.
Às 7 horas da manhã, ainda escuro e em pleno inverno, ele ministrava o curso chamado "Soft Class", em que levava seus alunos pelo o que batizou de "Small dance", uma dança-treinamento em que os bailarinos ficam em pé, de olhos fechados, assistindo mentalmente os minúsculos eventos musculares sobre todo o corpo para estabilizar as juntas e equilibrar o corpo que permanece em pé. Daí seguia para um pouco de yoga com exercícios respiratórios. A aula acabava quando o sol chegava. A bailarina norte-americana Nancy Stark Smith estava presente lá e garante que saía daquela aula com a mente completamente aberta.
Mas era durante a tarde que Steve desenvolvia o projeto que se transformaria na performance "Magnesium", considerada a primeira performance da história do contato-improvisação. Steve estava com um grupo de 15 bailarinos homens e seu objetivo era o de fazer os bailarinos se colidirem sem se machucarem. E para isso utilizou seu profundo conhecimento em práticas corporais, que na época já englobava artes marciais como aikido e tai chi, yoga, meditação, além do seu vasto histórico como bailarino da dança moderna de José Limon e de Merce Cunningham, nos anos 60, e sua formação em ginástica. Ou seja, um atleta e pensador em cena.
Não à toa que o contato-improvisação chegou a ser chamado, na época, de "art sport", ou arte esportiva. Na primavera seguinte, ainda em 1972, Steve continuou a desenvolver suas idéias de "Magnesium", no Bennington College, no estado de Vermont. Durante esse processo ele salientou mais e mais o uso dos rolamentos do aikido para garantir a segurança durante a dança. No verão de 1972, em junho, ele formou um grupo de performance. Seguiram juntos para Nova Iorque, onde trabalharam sistematicamente e se apresentaram por alguns dias seguidos na John Weber Gallery.
Dessa época, a performance "Chute" é um dos registros videográficos históricos que existe. Para se ter uma idéia, participaram de "Chute" Steve Paxton, Danny Lepkoff, Barbara Dilley, David Woodberry, Laura Chapman, Nancy Stark Smith, Mark Petersen, Emily Siege, Nita Little, Leon Felder, Curt Siddall, Tom Hast, Mary Fulkerson e Tim Butler. Para o próprio Steve Paxton esses são alguns dos artistas que colaboraram para efetivar o que se tornou o contato-improvisação, além de Alito Alessi e Karen Nelson que o desenvolveram em sua abordagem "Danceability", destinada a pessoas com problemas de locomoção e imobilidade.
ALGUMAS DAS PRIMEIRAS PERFORMANCES DE CONTATO-IMPROVISAÇÃO 1972 - "Magnesium", no Oberlin College, em Oberlin, Ohio. 1972 - "1st Contact Improvisation Performances", na John Weber Gallery, em New York City. 1973 - "You Come, We'll Show You What to Do", no Firehouse Theater, em San Francisco, California. 1975 - "ReUnion", no Natural Dance Studio, em Oakland, California. 1976 - "ReUnion", no San Francisco Museum of Art, em San Francisco, California. 1978 - "Contact Quarterly Benefit", no Berkeley Moving Arts, em Berkeley, California. 1980 - "Judson Church Project", no Bennington College, em Bennington, Vermont. 1983 - "Contact at 10th & 2nd", no Danspace, em New York City.
NAS RODAS E NAS PÁGINAS A criação do contato-improvisação trouxe várias contribuições artísticas para a dança contemporânea. Primeiro a proliferação das Jams Sessions. Esse termo vem da expressão "Jazz After Midnight" - "Jazz depois da meia noite", quando músicos do Jazz se encontravam para tocar mais livremente e exercer sua pesquisa, o que na prática significa o encontro para o exercício do improviso.
Atualmente, as Jams de contato-improvisação acontecem no mundo inteiro e são realizadas não só por bailarinos e profissionais da dança, mas também por outros contactors, pessoas que não são da área da dança mas que pesquisam e praticam o contato-improvisação, encontrando-se em rodas para a criação e o improviso, como acontece também com as rodas de capoeira.
É possível encontrar jams e praticantes de contato-improvisação em mais de 40 países. Só nos Estados Unidos, onde teve sua origem, são 39 estados onde se encontra facilmente uma verdadeira aula ou uma jam session. Na América Latina, podemos encontrá-lo no México, na Argentina onde é muito popular, no Uruguai, na Colômbia, na Guatemala. No Brasil estão em Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. Além daqueles que ainda não se apresentaram na lista enorme de telefones e endereços da revista Contact Quarterly. (www.contactquarterly.com)
Outra contribuição dessa arte é justamente a publicação semestral Contact Quarterly, uma revista que nasceu de um boletim que indicava para os interessados a trajetória daquela nova dança pelos espaços disponíveis, isso em 1975, quando Lisa Nelson, artista também colaboradora do contato-improvisação e parceira de Steve Paxton, convidou a bailarina Nancy Stark Smith para produzirem e editarem juntas a então "Contact Newsletter", que se tornou "Contact Quarterly, Um Veículo para Movimentar as Idéias".
É uma revista consagrada e também um meio de saber quem está praticando contato e como. A Contact Quarterly é um avanço da dança escrita, mantém viva sua história e dá continuidade aos espaços de discussão e de elaboração das idéias sobre investigação e criação em dança e das proposições a respeito das questões levantas pelo contato-improvisação, essa dança que também é meditação, que é treinamento mas também é criação, que propõe a improvisação a partir da escuta e de um apurado treinamento.
Essas vertentes de exploração do contato-improvisação mostram o quanto essa é uma dança plural que está em pleno desenvolvimento e contém em si um entendimento e apreensão do mundo que caminham para refinamento dos sentidos e do auto-conhecimento com sutileza e vigor, escuta e conexão. Como disse Steve Paxton, em seu curso 'Material para a coluna': "é como capturar a gentileza do ki para si".
ESTÚDIO NOVA DANÇA RECEBE STEVE PAXTON Em janeiro de 2007, Steve Paxton retorna ao Brasil pela terceira vez. Ele vem a convite do Estúdio Nova Dança ministrar o curso "Material para a coluna", que fecha com chave de ouro as portas do estúdio depois de 12 anos de resistência e atuação desse espaço no ensino, na pesquisa e na criação em dança investigativa. As duas outras vezes em que Paxton esteve aqui também foram a convite do Estúdio Nova Dança e da bailarina Tica Lemos. Uma foi no ano 2000 e outra foi em 2006.
A bailarina e co-criadora do Estúdio Nova Dança, Tica Lemos, é considerada uma das primeiras pessoas a praticar, ensinar e promover o contato-improvisação no Brasil. Com isso o Estúdio Nova Dança se tornou uma das grandes referências na arte do contato-improvisação, contando inclusive com as performances e espetáculos da Cia Nova Dança 4 para isso.
Tanto essa, como também as companhia Oito Nova Dança e Nada Dança, são residentes do Estúdio Nova Dança. Elas afirmam que continuarão aprofundando cada uma sua pesquisa em espaços diversos. Mas vale ressaltar que historicamente esse é um espaço importante para a dança paulista. Não à toa o espaço vai se despedir com as honras de Paxton e de Nancy Stark Smith que também esteve no Brasil no fim de 2006, onde se apresentou e realizou workshop de Contato Improvisação no próprio estúdio. (www.novadanca.com.br)
De 1995 a 2007 muito se construiu ali sobre consciência e reestruturação corporal, presença, integração corpo-mente, entrega de peso e confiança no chão, no espaço, no corpo, na escuta. Pode-se dizer que nesse aspecto o Estúdio Nova Dança foi um chão principal para muita gente da dança e do teatro, num momento em que havia um movimento de transformação da cena paulista.
IDEOKINESIS E CONTATO-IMPROVISAÇÃO Nessa entrevista, Steve Paxton nos esclarece um pouco mais sobre a Ideokinesis como ferramenta para evoluir no contato improvisação.
Ideokinesis é um conceito que nasceu no início do século 20 e quer dizer movimento imaginado. É um método para ajudar bailarinos e estudantes a entenderem alguns dos elementos de seus seres. Para Paxton, "a improvisação na dança utiliza, entre outras coisas, o desenvolvimento da consciência de si mesmo. Essa auto consciência não pode ser transmitida num pacotão. O estudante deve aprender o que ele é. E a ideokinesis dá a ele um número de idéias para examinar, experimentar e desenvolver".
Ele aprofunda, afirmando que a aplicação de um princípio "ideokinético" para uma forma de dança deve considerar o que a forma é e o que ela exige. Por exemplo: "Contato Improvisação requer uma mente calma examinando o reflexo da ação sem interferência. Por digo que a mente não pode estar obstinada. Se esse for o caso, a dança se tornará um jogo de dominação do ego. E a posição do contactor é a de seguir o movimento de seu parceiro. Os dois estão nessa posição. Então suas mentes devem estar rendidas para os eventos e não tentar provocá-los".
Quando aplicada, a ideokinesis torna o contato-improvisação um tipo divertido de jogo no qual ambos ganham, ou não seria tão bom. "Jogos nos quais ambos ganham foram muito utilizados como preparação para o Contato Improvisação. Acredito que C.I. requer um mix de ideokinesis, trabalho de dança, yoga, artes marciais e exercícios de ginástica. Mas sem a ideokinesis, nossa cultura nos leva para os jogos de competição e exibição. Então a ideokinesis parece ser o antídoto meditativo para o militarismo e a competitividade, que faz desenvolver sem dominação", pontua Steve.
O método da ideokinesis é mais uma das múltiplas e profundas faces da prática do contato-improvisação. Ele é o elemento de crescimento, o fermento que ajuda no despertar do bolo. "A ideokinesis requer auto ajustes sobre o caminho do auto conhecimento. Ela é conhecedora sobre a anatomia do corpo, sua fisiologia, psicologia e aquele único e misterioso elemento, o auto-conceito. O auto-conceito freqüentemente dará algumas respostas todo o tempo em que o estudante procurar por elas. Dando ao estudante um novo filtro, ora para olhar para o esqueleto, ora para assistir os reflexos do corpo durante as pequenas e as grandes danças. Isso significa que a questão é sempre se questionar se tal evento corporal é novo. E seu auto-conceito terá de crescer para lhe fornecer a resposta", nos sugere Steve Paxton.
This Paper was published by Camila Vinhas in the Brazillian Newspaper Gazeta Mercantil, in the session Caderno Fim de Semana, São Paulo, January, 2006.
Creative Improvisers
Steve Paxton and his partner, Lisa Nelson, exchange experiences with the public in São Paulo
"I do not believe in history. I believe in now". This statement was pronounced by Steve Paxton - a dancer who is transforming the history of dance -, in the occasion of his stay in Brazil.
He participates today (27) of a meeting with dancers and the public in general at Sesc Belenzinho for debates on "Contact Improvisation", a dance of his creation that uses resources of theater and techniques of martial arts.
Also participate of the meeting Tica Lemos, Fabiana Brito and Lisa Nelson. This last one is Paxton´s dance partner for 35 years and together they performed the spectacle "Night Stand", also at Sesc Belenzinho this week.
Contact Improvisation deals with an instigating issue in the history of dance. It was from its resources that dancers were given the chance to become creators’, and not only repeaters of movements created by another choreographer.
Born in Arizona, in 1939, Paxton lives with his dance partner in a farm, where the pair takes care of an orchard. It is in this bucolic atmosphere that both keep a studio, where they develop their dance research.
With his creation, Paxton has broken the classic rules of pas-of-deux. His proposal is one abandon weight while is dancing, being alert to the listening of the space, to the presence, the contact and, clearly, the improvisation. It is in this point that appears the great dialectic of this dance. The improvisation requires training, technique and constant investigation.
Before coming up with Contact Improvisation, Paxton graduated in gymnastics. Between 1956 and 1966, he became a dancer with vast experience in different techniques of Classic Ballet, as Graham and Cunningham. In 1963 he started his interest about the improvisation in dance.
In the following year he initiated himself in the martial art Aikido. In 1965, he started to do Tai Chi Chuan, going to India to study Yoga. In 1972, he initiated a residence project in Oberlin College, Ohio, where he worked with 15 male dancers. In a work called by Paxton of "wild improvisation", the group learned techniques that the master had apprehended in his trip. As he tells: "Essentially I had that to teach them how to collide without hurting each other. And I realized that I was using Aikido rolls. This way, they could protect themselves from each other and from themselves as well. I worked energetically these Aikido rolls and when was established a safety base among them, I started to build what it would be Contact Improvisation", details the creator.
The technique retunes the senses of the body. This way, the dancers are given autonomy to their own dance at the same time they offer possibilities of choices to his partner in action. It is a subtle art that makes use of the gentile energy of Ki. (For Aikido, Ki is energy; as Chi, for Chi Kung and the Tai Chi). Therefore, Paxton suggests that one captures the Ki gentility for the dancer’s body, for the other one´s body and for the space. This is one of the secrets for his longevity, force and refinement.
Much has been said on Contact Improvisation, and there is yet much to say. This is a technique and a practice in expansion, known around the world and practiced also for not-dancers, in dancing Jam Sessions. But for the training it’s necessary to have a mix of martial art and yoga, exercises of dance and gymnastics.
Although almost all Paxton’s performances are carried through by means of improvisation, the artist stands out the importance of the techniques and his respect for all of them. "There is a constant evolution between the technique and the improvisation in dance", says the creator.
The spectacle "Night Stand", opened in 2004 in the Montpellier Festival, in France, is intensively theatrical. Technique and improvisation are balanced. Lisa, who created and performs the spectacle with Paxton, is also co-publishing of Contact Quarterly, a magazine about dance and improvisation, published since 1975.
Matéria publicada no Caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil em Janeiro de 2006
Por Camila Vinhas
Criadores da dança se encontram com público, em evento aberto
Os artistas Steve Paxton, Lisa Nelson e Tica Lemos estão reunidos hoje, as 15h, no Sesc Belenzinho no encontro aberto ao público de "Comunicação Viva" mediado pela pesquisadora de dança Fabiana Britto. A conferência finaliza a programação realizada pela parceria entre o Estúdio Nova Dança e o Sesc São Paulo, que possibilitou a vinda de Lisa e Steve para o Brasil. É a segunda vez que eles estão no país. Eles ofereceram workshops intensivos, cada um com seu próprio enfoque, para dançarinos do Brasil, Paraguai e Argentina, no Estúdio Nova Dança. Além de apresentarem o espetáculo "Night Stand", no Sesc Belenzinho, onde estão hoje presentes num ato raro de troca e interação com outros bailarinos e o público.
"Não acredito em história. Eu acredito no agora", é a frase que poderia simplificar essa grande personalidade que está fazendo, e transformando, a história da dança. Nascido no Arizona, em 21/01/1939, o artista Steve Paxton atualmente reside em Vermont, nos EUA, com sua parceira de dança desde 1975, Lisa Nelson (1949-). Em uma fazenda que produz frutas cuidadas pelo seu lado jardineiro, assim Steve Paxton multiplica sua ação no espaço com a também artista visual, Lisa Nelson, mantendo ali um estúdio, entre outras atividades de campo. Lisa é co-editora da Contact Quarterly, uma publicação sobre dança e improvisação, que circula desde 1975. Além de ser educadora e dirigir a Videota, produtora que arquiva e distribui vídeos de improvisação em dança.
Steve Paxton é mundialmente conhecido como criador do Contato-Improvisação, uma dança a dois que rompe com os padrões do "pas-de-deux" do balé clássico propondo a ela entrega de peso, escuta, presença, contato e improvisação. É nesse ponto que surge a grande dialética dessa dança. A improvisação requer muito, mas muito treino, técnica e investigação. Paxton, antes de chegar ao Contato-Improvisação, foi formado em ginástica. Depois, entre 1956 e 1966 se tornou um bailarino com grande experiência técnica em Balé Clássico, Graham e Cunningham.
Em 1963, ele começou a se interessar por improvisação. Em 1964 iniciou-se na arte marcial do Aikido. Em 1965 começou paralelamente a fazer Tai-Chi Chuan. Em 1971 vai para a Índia estudar Yoga. Em 1972, iniciou um projeto de residência no Oberlin College, em Ohio, onde se responsabilizou por um trabalho com 15 bailarinos homens, no qual eles experimentaram o que Steve chamou de uma pesquisa em "improvisação selvagem", como ele mesmo conta: "Essencialmente eu tinha que ensiná-los como se colidir sem se machucar. E percebi que estava utilizando os rolamentos do Aikido para encontrar meios de fazê-los se protegerem de si mesmos. Trabalhei energeticamente esses rolamentos e quando se estabeleceu uma base de segurança entre eles, comecei a construir. Foi daí que nasceu o Contato-Improvisação", detalha o criador.
O Contato-Improvisação lida com uma questão instigante na história da dança, dá ao bailarino a oportunidade de tornar-se um criador, e deixar de ser um repetidor de movimentos criados por outro coreógrafo. É uma técnica que vai re-sintonizando os sentidos do corpo para conhecer as suas sensações. À medida em que a dança acontece, ela requer presença atenciosa e mente calma, quieta, como na meditação. Poderia ser uma arte social, uma arte educacional, uma arte marcial, uma arte meditativa e revolucionária. É uma dança, que dá autonomia à própria dança ao mesmo tempo em que oferece possibilidades de escolhas para os dois partners em ação, pode-se dizer que eles também estão em "escuta". É uma arte sutil que utiliza-se da energia gentil do Ki. (do Aikido, ki é energia; como Chi, do Chi Kung e do Tai Chi). Portanto, Steve Paxton captura a gentileza do Ki para o seu próprio corpo, para o corpo do outro e para o espaço. Essa é uma de suas receitas para sua plena longevidade, força e refinamento.
Muito se tem dito sobre o Contato-Improvisação, e há muito mais para se dizer. É uma técnica e uma prática em expansão, conhecida no mundo todo e praticada também por não-bailarinos, em rodas de encontro para o improviso, como Jams Sessions. Mas segundo, Paxton, o treinamento do "contator", ou dançarino-de-contato, requer um misto de ideokinesis, arte marcial e yoga, exercícios de dança e ginástica. A ideokinesis é um método para adquirir consciência de si mesmo, do corpo e seus mecanismos.
Embora quase todas suas performances sejam realizadas por improvisação, o artista ressalta a importância das técnicas e seu respeito por todas elas, além de ser um praticante invicto de várias técnicas corporais. "Existe uma evolução constante entre a técnica e a improvisação na dança. A improvisação resolve o problema da mente técnica que pode repetir e quer continuar repetindo os padrões. A técnica resolve o problema da mente improvisadora que quase não tem métodos para medir a sua evolução, já que não repete. Então como um artista do movimento, como eu, poderia mudar minha palheta de cores, de movimentos, utilizando o mesmo corpo? As técnicas me ajudaram a criar novos campos de improvisação, mas de forma diferente daqueles primeiros 15 anos em que eu era um bailarino técnico e um repetidor", conceitua o próprio Steve Paxton. O espetáculo "Night Stand" é uma criação em trio: Carol Mullins assina a iluminação e a dança foi criada por improvisação, em tempo real, por Steve Paxton e Lisa Nelson. A performance estreou e foi premiada em 2004 no Festival de Montpellier, na França. É considerada uma colaboração coreográfica improvisacional, de teatralidade intensa, baseada nos estudos sobre performance e observação do movimento, realizados interdisciplinariamente por ambos os dançarinos.
ENCONTRO “COMUNICAÇÃO VIVA” Com Steve Paxton, Lisa Nelson, Tica Lemos e Fabiana Britto. Espaço: Teatro (303 lugares) Data e horário: 27 de janeiro (sexta-feira), das 15h às 18h. Grátis (os ingressos devem ser retirados com 1 hora de antecedência enquanto houver disponibilidade de lugares).
SESC BELENZINHO Av. Álvaro Ramos, 915 – Tel.: 11-6602-3700 // www.sescsp.org.br
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| Start: | Feb 16, '08 8:00p | | End: | Feb 16, '08 8:30p |
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| Start: | Feb 15, '08 8:30p | | End: | Feb 15, '08 9:30p |
| Start: | Feb 15, '08 8:00p | | End: | Feb 15, '08 8:30p |
| Start: | Feb 17, '08 2:00p | | End: | Feb 17, '08 5:00p |
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